terça-feira, 3 de maio de 2016

Iniciativas criativas em Lisboa


Inúmeros espaços da capital vão receber a quinta Semana do Empreendedorismo de Lisboa, a partir de hoje.

Opens Days, conferências, talks, masterclasses, pitchs, meetups, reuniões 1-to-1, workshops e mesas redondas são algumas das propostas que a quinta Semana do Empreendedorismo de Lisboa tem para oferecer. Entre hoje e o próximo dia 8 de maio, aproveite alguns dos 40 eventos de entrada gratuita, que se realizam em mais de vinte espaços da capital.
Com organização da Câmara Municipal de Lisboa, a iniciativa conta com mais de 70 parceiros, fortemente empenhados em mostrar por que razão Lisboa já é considerada uma das mais importantes Startup Cities da Europa.
A iniciativa vai contar com a participação de oito incubadoras, importantes investidores, instituições financeiras com programas nas áreas do empreendedorismo, seis Universidades, três aceleradores, sete espaços de coworking, e alguns dos mais importantes Espaços Criativos de Lisboa, todos envolvidos em múltiplas iniciativas e disponíveis para prestar informações e aconselhamento.
Vai ainda haver cerca de 200 sessões de matchmaking entre grandes empresas/investidores e startups/empreendedores.

DESTAQUES

O destaque do primeiro dia vai para a Conferência Internacional “Local Government Supporting Entrepreneurship”, que contará com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, e que é organizada em parceria com a Comissão Europeia e o Comité das Regiões e terá início às 14h00 no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz.
No dia 4 de maio realiza-se a 3ª edição do Tubarões e Peixe Miúdo nos Paços do Concelho, um “Shark Tank” à portuguesa, que para além dos habituais pitchs, terá no local uma mostra de projetos já lançados e apoiados pelo programa vencedor europeu do prémio Europeu EEPA – Lisboa Empreende.
No dia 6 de Maio a partir das 10h00 nos Paços do Concelho será apresentada publicamente a primeira plataforma de crowdfunding de base territorial de uma Capital Europeia - uma plataforma de Lisboa para Lisboa. Chama-se BOABOA! Nesta sessão serão igualmente divulgadas as primeiras campanhas da plataforma, entre as quais um projeto musical (teremos um atuação de 20 jovens da “Orquestra Geração”), um projeto de empreendedorismo sustentável, e um projeto de inovação social, entre outros.
No mesmo dia, terá lugar o maior evento meetup da semana: o STARTUP MEETUP LISBOA, com mais de 50 startups e empreendedores a terem a oportunidade de realizarem reuniões rápidas “1 para 1” com 15 grandes empresas e investidores (PT/MEO, NOS, Vodafone, Portugal Ventures, Faber Ventures, EDP Inovação, Carris, Metro, Transtejo, Deloitte, GALP, WeDo Technologies, SONAE.IM/ Bright Pixel, Invest Lisboa). A cada 15 minutos a campainha soa de modo a que todos possam participar nas várias reuniões de negócios.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Startup Voucher: Governo dá 700 euros por mês para empreendedores desenvolverem ideias

O Startup Voucher é uma das medidas da estratégia nacional de empreendedorismo. Recentemente, o secretário de Estado da Indústria revelou que este apoio a universitários ficará disponível em breve. São 700 euros por mês.
O Startup Voucher é uma das medidas dos Startup Portugal, a estratégia nacional de apoio ao empreendedorismo. Destina-se a jovens universitários que estejam a terminar os cursos, ou já licenciados, e visa que estes tenham uma verba mensal, durante alguns meses, para que possam desenvolver o seu projecto.

O secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos (na foto), revelou há dias, em Proença-a-Nova, de acordo com o portal do Governo, que esta medida será disponibilizada dentro de alguns meses.
"Vão ser avaliadas as ideias de negócio e, dependendo da sua validade o empreendedor pode auferir deste apoio, de cerca de 700 euros por mês, durante um ano", afirmou ainda o secretário de Estado, segundo o portal do Executivo de António Costa.
Assim sendo, um empreendedor pode receber, no total, durante um ano, 8400 euros para poder desenvolver a sua ideia de negócio.
Para apoiar os empreendedores, a estratégia nacional de empreendedorismo conta ainda com outras medidas como o Programa Momentum e vales de incubação e aceleração. O Programa Momentum, e à semelhança do que acontece com a iniciativa da Startup Lisboa, esta medida visa permitir a um licenciado, que tenha beneficiado de uma bolsa de acção social, criar a sua empresa. Para isso, é-lhe facilitada residência, espaço de incubação e uma verba mensal para fazer face às despesas pessoais. Vai ser articulado com a rede nacional de incubadoras e com as universidades.
Quanto aos vales de incubação e aceleração, os destinatários são as empresas que podem candidatar-se a uma incubadora e custear a sua presença. Vão, porém, ser estabelecidos limites nas incubadoras.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Miguel Fontes. “É um erro estratégico afirmar que temos mão-de-obra barata”

 

O diretor da Startup Lisboa diz que empreender não pode ser "uma realidade apenas para afortunados". É preciso mais capital semente e saber como atrair 'players' internacionais.  

 

Sucedeu a João Vasconcelos – atual Secretário de Estado da Indústria – na direção daquela que foi a primeira incubadora lisboeta para projetos inovadores, com pensamento global e modelos de negócio de crescimento rápido, a Startup Lisboa. Reconhecendo a “responsabilidade” que foi ficar com o legado de uma “força da Natureza”, Miguel Fontes conta ao Observador que o principal desafio dos empreendedores é a ausência de capital semente. “Podemos estar a desperdiçar boas ideias por falta de capital semente”, disse. E é por isso que é preciso atrair players internacionais, mas com os argumentos certos. “É um erro estratégico afirmar que temos mão-de-obra barata”, afirmou.

Com 44 anos, antes de abraçar a liderança da Startup Lisboa, Miguel Fontes foi administrador executivo da AICEP – Portugal Global, entre 2010 e 2015, e Secretário de Estado da Juventude, no Governo de António Guterres, entre novembro de 1997 e abril de 2002. Ao Observador, disse que não vê problema em transformar o empreendedorismo uma moda, mas admite que é preciso não confundir conceitos. Sobre a ausência de capital semente, disse ainda que se o país não quiser “que o empreendedorismo seja uma realidade apenas para os afortunados desta vida”, que é preciso ter mais gente disposta a apoiar as fases iniciais dos projetos.

“Nós já cá estamos e estamos a jogar em casa”


António Costa disse, na inauguração do novo escritório da Uniplaces, que quer replicar o modelo da Startup Lisboa no Startup Portugal.
Ótimo.

E a Startup Lisboa, o que é que quer?
A Startup Lisboa quer crescer e consolidar este percurso que começou há quatro anos. E ser, cada vez mais, uma referência no ecossistema nacional, em matéria de incubação de empresas. Neste momento, estamos confrontados com um desafio muito estimulante: a enorme procura de startups internacionais, que querem ter em Lisboa o seu espaço de ancoragem, onde podem desenvolver os seus projetos. E isso fez despertar o interesse de outros players, outras incubadoras, que querem instalar-se em Lisboa um pouco à boleia de todos este movimento potenciado pela Web Summit (que é causa, mas também consequência de todo o trabalho já feito). Vamos estar num ambiente mais concorrencial do que aquele em que estivemos até agora, mas mais motivados também. E queremos continuar a ter algumas das melhores startups, até agora nacionais, mas também internacionais. Não queremos ficar numa espécie de projeto doméstico, mas termos as condições de acolhermos todas as startups que queiram vir para Lisboa, com qualidade.

A procura tem crescido quanto?
Não lhe consigo dizer em números, porque não tinha esse histórico. Mas sinto, claramente, que tem havido esse aumento de procura, não só de startups, mas de tudo o que está à volta: de espaços de cowork, novos projetos que se estão a desenvolver na cidade, novas incubadoras, maior atenção por parte do mundo financeiro, etc. O ecossistema está, no seu conjunto, a mexer. Até os próprios parceiros locais, que já cá estavam a desenvolver os seus projetos. Há toda uma dinâmica que sustenta essa informação, de que a procura é crescente. E é evidente que, quando há um aumento de procura, também há muita coisa que não tem a qualidade que, à partida, se espera. É preciso que todos nós tenhamos essa noção, para que, no fim da linha, haja um conjunto de startups que são capazes de se internacionalizar rapidamente, de dar cartas, de levantar investimentos significativos. É evidente que a base tem de ser muito alargada, porque há hoje mais gente (do que alguma vez houve) a equacionar, como trajetória de vida e profissional, ser empreendedor. E eu acho que é muito positivo.
 
"O objetivo é, precisamente, continuarmos a ser percecionados como 'os bons projetos vão para a Startup Lisboa'. Queremos continuar a ser assim"

Vão abrir vários espaços de incubação novos em 2016. Como é que a Startup Lisboa se pretende diferenciar?
Com a ideia de que Lisboa somos nós. [risos] Digo isto um pouco na brincadeira, mas também a sério. Há aqui um ativo que temos de saber projetar: nós já cá estamos e estamos a jogar em casa. Conhecemos bastante bem a realidade nacional e isso pode ser útil às startups – ao nível de contactos com entidades, mentores, parceiros. Estamos muito bem posicionados. Temos uma rede de parcerias e de mentores muito significativa e achamos que estamos em condições de oferecer um bom serviço às nossas startups.
Depois, queremo-nos diferenciar pela qualidade do serviço que prestamos. Queremos criar um ambiente marcado por eventos permanentes, regulares, quotidianos, que criem um ambiente de troca de experiências, aprendizagem, identificação, tendências. Enfim, tudo aquilo que, no fundo, são as dimensões importantes no trabalho de uma startup. Mas também queremos incubar os melhores projetos. O objetivo é, precisamente, continuarmos a ser percecionados como ‘os bons projetos vão para a Startup Lisboa’. Queremos continuar a ser assim. Sentimos que há essa procura e queremos apurar a nossa capacidade de seleção, com muito critério. E quem cá está também tem de sentir mais esse peso da responsabilidade. Se está na Startup Lisboa tem de sentir pressão para mostrar resultados.

E estão a pensar avançar com algum programa de aceleração?
Decidimos que não iríamos desenvolver programas de aceleração, em sentido estrito. Ou seja, estamos disponíveis (e estamos a trabalhar em várias possibilidades) para desenvolver alguns aceleradores verticais, mas através de solicitações concretas para setores. É muito importante fazê-lo por várias razões, mas a principal é que precisamos de trabalhar a sustentabilidade da Startup Lisboa, nomeadamente, a financeira. Há um campo importante, que é por o nosso know-how ao serviço da comunidade e desenvolver uma linha de prestação de serviços que, até agora, não foi a prioridade. Estamos disponíveis e interessados em fazê-lo, mas numa lógica de aceleradores verticais. Há outros espaços que já fazem os programas tradicionais – e fazem-no bem. Achamos que não é aí que devemos apostar.
"Estamos a trabalhar muito com a Secretaria de Estado do Turismo, para que estes dois pilares sejam muito fortes na ação da Startup Lisboa"
Quanto a novidade, o foco no comércio e turismo vai ser para muito importante num futuro próximo. Queremos criar condições no curto, médio e longo prazo para poder incubar projetos na área do comércio, que têm exigências diferentes. Se estivermos a falar de comércio que também tem uma presença offline, ou seja, os espaços para incubação não são indiferentes. Estamos a trabalhar nisso: em encontrar locais onde seja possível fazer alguma incubação de projetos que impliquem contacto de rua com o público. E também no turismo, porque é essencial para o país, não para de crescer, há muita gente a ter boas ideias para qualificar a nossa oferta turística, há muita coisa a acontecer e queremos ter uma presença. Estamos a trabalhar muito com a Secretaria de Estado do Turismo, para que estes dois pilares sejam muito fortes na ação da Startup Lisboa.

A Web Summit acontece em novembro, os media internacionais estão cada vez mais atentos ao que se passa por cá. Acha que a cidade está preparada?
Sem dúvida nenhuma. Lisboa tem um histórico de acolhimento de grandes eventos internacionais que não tem dois dias, tem vários anos. E isto inscreve-se num movimento que vem de trás, desde 1994, ano em que Lisboa foi Capital da Cultura, e de 1998, com a Expo. Temos uma excelente rede de transportes públicos, boas zonas de circulação, boa infraestrutura tecnológica, bons espaços. Se tivermos em conta que o processo de deslocalização da Web Summit para Lisboa foi um processo – como Paddy Cosgrave não se cansa de referir – muito criterioso, e que, no fim, elegeram Lisboa, então essa é a melhor prova de que estamos preparados. São eles a dizê-lo.

“Não podemos fazer isto na ingenuidade de acharmos que somos a última garrafa de água do deserto”

Numa entrevista, Paddy Cosgrave questionou se Lisboa teria pessoas suficientes para alimentar tanta criatividade. E esta também é um pouco a vossa preocupação: a de chamar talento internacional. Corre-se o risco de perder visão local?
Acho que não. Acho que a identidade é qualquer coisa que não é estática, que se redesenha, que se constrói a partir das interações do que fomos, do que somos e do contacto com outras realidades. Não sou muito adepto da ideia de que temos uma identidade a preservar, num sentido estático. Para mim, a identidade mais interessante é aquela que se constrói a partir do recriar dessa mesma identidade. Do que se vai refazendo desse tecido de relações. Acho que já vivemos essa tensão entre o local e o global noutras áreas e foi francamente positiva.
Sobre a questão do talento, Lisboa tem de ser capaz de se posicionar e acho que está a consegui-lo. E a Web Summit vai ajudar a consolidar esta ideia. Nós temos tudo. E gosto de sublinhar isto: temos uma cidade e um país – porque isto não se esgota na cidade de Lisboa – que é super amiga de quem cá vive. Não é uma cidade agressiva, é uma cidade onde é agradável viver. Com excelente qualidade de vida, excelente oferta cultural, com condições naturais absolutamente fantásticas. Não digo isto naquela ótica de promoção habitual do turismo de Sol e mar. Não é isso. É porque hoje, ao contrário do que acontecia no passado, os fundadores destas empresas dão muita importância ao equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional.
"Lisboa acaba por ser o resultado das políticas públicas dos últimos 20 anos, nomeadamente, na qualificação das pessoas, de gente muito boa"
É preciso saber que há aqui uma mudança de paradigma. Não estamos a falar apenas de captar investimentos, de alguém que está sentado num escritório em Nova Iorque a decidir uma expansão internacional. Para ele, é indiferente se vai lançar uma unidade industrial na China ou no Vietname, porque está a decidir apenas o investimento. E não a sua vida. Aqui, não: os fundadores estão a decidir o sítio onde vão viver. E, por isso, não é indiferente a cidade. Acho que isto nem sempre é suficientemente percebido.
Mas não é só por isto. É porque Lisboa (e o país) acaba por ser o resultado daquela da aposta das políticas públicas dos últimos 20 anos, nomeadamente, na qualificação das pessoas, de gente muito boa. E gente muito boa que não se esgota nas engenharias, mas em todas as áreas que são importantes no mundo das startups: na área da gestão, comercial, marketing, design, etc. E eu não gosto nada da expressão “vender o país”, acho que é um erro estratégico afirmar que temos mão-de-obra barata. E o passado é mais do que elucidativo de que esse não é o caminho.
Agora, temos muito bons recursos, muito bem qualificados, a valores muito competitivos. Se somarmos a isto o facto de sermos uma cidade muito interessante, com um custo de vida muito razoável… Porque, vamos ver: um empreendedor que trabalhou durante 10 anos numa grande consultora internacional, por exemplo, tem algumas economias e decide arriscar num projeto em que andou a pensar durante anos. Se o fizer em Paris, Londres ou Berlim, com o mesmo orçamento vive um ano em Lisboa e o orçamento que ele terá – acredito que não erro muito se disser que o rácio é se calhar de três meses para um ano em Lisboa e, se calhar, quatro meses numa cidade como Paris. Isso, só por si, posiciona Lisboa muito bem. É custos, é qualidade, é talento.

Esta ideia pode estar mais familiarizada na Europa, mas há um oceano por passar. Há pouco, utilizou a expressão “vender o país”, mas é um pouco isso. Os portugueses estão a saber vender o seu país além da Europa?
Acho que sim, mas temos de ser realistas e ter a noção de que não somos os únicos no mundo. Se nós nos mexemos, os outros também não estão parados. É evidente que não podemos fazer isto na ingenuidade de acharmos que somos a última garrafa de água do deserto. Há outras. Agora que, manifestamente, há condições em Lisboa, há. Estamos a saber fazê-lo? Acho que sim. E a prova é tudo o que está a acontecer. Não é por obra e graça do espírito santo, como se costuma dizer, que tudo isto está a acontecer no país e, nomeadamente, em Lisboa. Se essa procura acontece, se há este reconhecimento internacional, é porque esse trabalho é feito e está a ser reconhecido.
Dito isto, é sempre possível fazer mais, fazer melhor. Por isso é que quando o presidente da Câmara Municipal de Lisboa diz que a Web Summit não se pode esgotar num excelente evento (ou Lisboa ficar apenas conhecida por ser uma cidade ótima, que sabe muito bem acolher e organizar eventos internacionais de dimensão), mas que deve ser, sobretudo, uma oportunidade para consolidar o posicionamento de Lisboa como cidade de referência no mundo do empreendedorismo, eu não podia estar mais de acordo. Acho que essa é a visão estratégica correta. E é assim que devemos olhar para a Web Summit: o evento não se esgota nos dias em que se realiza e é, sobretudo, o que permite alavancar.
"Espero que as incubadoras de empresas não se transformem no novo pavilhão gimnodesportivo das autarquias pelo país fora"

Mas Lisboa não é Portugal. O ecossistema está muito “lisboacêntrico”?
Acho que não. E a realidade desmente-nos isso todos os dias. Estou a falar de Lisboa, porque falo a partir da Startup Lisboa, mas aceitando o seu desafio, digo que não. O Porto tem excelentes coisas a acontecer, Braga está a fazer um excelente trabalho com a Startup Braga. Aveiro também, muito ligada à Universidade de Aveiro. Podia dar mais dois ou três exemplos, mas temos de ser honestos e rigorosos nestas coisas. Não é possível acreditar que vai haver, de repente, um ecossistema vibrante de empreendedorismo em cada cidade, em cada vila portuguesa. Porque isso era negar os seus ingredientes de partida.
Deixe-me dizer isto de forma mais clara e caricatural – espero que as incubadoras de empresas não se transformem no novo pavilhão gimnodesportivo das autarquias pelo país fora. Que todas as autarquias achem que vão ter uma incubadora de startups.  
Podem ter projetos de apoio ao desenvolvimento local, ao empreendedorismo local, à renovação do seu tecido comercial, empresarial, nada contra. Mas nesta lógica das startups, é evidente que não é possível. E isso tem a ver com o reconhecimento dos ingredientes deste processo, que não acontece por acaso.
É fundamental que aconteça em sítios que estão próximos de grandes centros de saber, onde haja um sistema sólido de conhecimento, de tecnologia, de transferência desse conhecimento e dessa tecnologia para o mundo empresarial, onde haja uma boa infraestrutura tecnológica, Ou seja, um conjunto de requisitos que não são replicáveis assim tão facilmente. Isto é mesmo assim. Não temos de ter complexo em assumir esta situação. Mas também temos de ter noção que tudo o que acontece de bom para Lisboa, à escala do país, é relativamente fácil de propagar para fora. Não tem de existir essa ideia de que só serve Lisboa. Não, isto serve o país.

É importante que lançar uma startup não se torne uma moda?
Eu não tenho nada contra a moda.

Mas corre-se esse risco.
Corremos o risco de as pessoas já não saberem muito bem do que é que se está a falar. Acho que esse risco existe e digo isto sem ironia ou cinismo. Acho que todo e qualquer projeto a este nível é respeitável. Alguém que queira, na sua vila, pegar num antigo estabelecimento comercial, renová-lo, abrir uma loja mais interessante, com melhores produtos e melhores serviços, é excelente e deve ser valorizado. Mas agora não vamos dizer que é uma startup.
Acho que se os nomes servem para alguma coisa é para nos orientarmos e organizarmos e aqui convém sermos rigorosos. Desse ponto de vista, sem querer fazer uma grande discussão académica do que é isto de uma startup, acho que há alguns nomes em que todos estamos de acordo, como a ligação forte à inovação, o facto de ser um projeto pensado para se dirigir a uma escala que não é doméstica, mas global, e que está associado a modelos de negócio de fortíssimo e rápido crescimento, etc. Dito isto, não acho que devemos olhar com maus olhos para tudo o que é capacidade de gerar novas iniciativas, noutros âmbitos. Estas iniciativas são necessárias e muito bem-vindas. E tudo isso é empreendedorismo, não são é startups.
"[O léxico em inglês] também contribui para essa iliteracia, mas não vejo como um drama, acho normal. E é o tempo que se vai encarregar de ir alargando o universo das pessoas"

Acha que há alguma iliteracia? Todos estes conceitos são novos.
Normalíssimo.

As pessoas confundem-se?
Claramente. Toda esta realidade é muito nova. E isto anda tão depressa, cresceu tanto, que parece que andamos todos nisto há muitos anos. A Startup Lisboa tem quatro anos e é dos projetos mais antigos. Todas as empresas que estão a dar cartas são novas, têm quatro anos, cinco no máximo. Mas não é só em Portugal que é novo. Estamos a falar de uma realidade que tem, talvez, 10 anos no mundo. Estamos a falar de um léxico que é quase todo ele em inglês – até porque o ritmo é tão grande que não dá tempo de as línguas maternas encontrarem as expressões corretas para traduzirem esses conceitos. Como estamos a falar de um mundo cosmopolita, muito internacional, e também ninguém faz o esforço de encontrar as palavras equivalentes, na sua língua. E isso também contribui para essa iliteracia, mas não vejo como um drama, acho normal. E é o tempo que se vai encarregar de ir alargando o universo das pessoas. Acho que é muito importante valorizarmos sempre a língua portuguesa, mas acho que não tem nada de dramático.

Quando é que ouviu falar de startups pela primeira vez?
Pergunta bem… Deve ter sido precisamente na altura da fundação da Startup Lisboa.

Como é que está a ser suceder a João Vasconcelos?
O João é uma força da Natureza. Fez um trabalho que eu não me canso de elogiar, porque é absolutamente justo. E conseguiu em quatro anos afirmar a Startup Lisboa como uma referência no ecossistema nacional. Esse mérito deve ser-lhe creditado. O que é que isso significa? Significa que a responsabilidade é grande. Eu gosto de bons desafios e isto é um excelente desafio. A Startup Lisboa é ela própria uma startup e estamos com os mesmos desafios e dores de crescimento das startups. Temos de conseguir crescer e consolidar esta experiência, gerar alguns processos que ajudem essa consolidação, sem perdermos agilidade, criatividade, a capacidade de nos movermos muito rapidamente. São traços que devemos ser capazes de preservar na certeza, mas agora precisamos de consolidar esta experiência.

“Não há razão para euforias, porque isto não foi resultado de um acaso”

Num cenário perfeito como vê Lisboa?
Vejo uma cidade com mais gente, uma cidade com o seu património reabilitado, privado e público. Vejo uma cidade onde toda a gente pode usar os seus smartphones e tablets porque a internet é toda de livre acesso e há uma cobertura wi-fi por toda a cidade. Vejo uma cidade vibrante do ponto de vista económico, que é isso que faz as pessoas viverem cá. E acho que estamos a caminhar para isso.

Mas para que tudo isso aconteça também são precisas iniciativas publicas. E o ritmo a que o ecossistema cresce e se desenvolve é diferente daquele a que o Estado se desenvolve.
Mas isso é normal. O Estado é o Estado, a sociedade civil é a sociedade civil. E dentro da sociedade, isto é uma expressão do mais vibrante e inovador. De mais ágil e mais rápido. O contrário é que seria estranho: se conseguissem andar ao mesmo ritmo. Não vejo isso como um problema, acho expectável. O que o Estado tem de fazer (e está a fazer) é conseguir perceber qual é o seu papel: ajudar a que todos os atores têm condições para crescer. E isso está a ser feito em várias dimensões, por exemplo, quando se convida empreendedores para contribuírem para o processo da simplificação administrativa. Está a ser feito quando se cria uma estratégia nacional como a Startup Portugal, mas com um conjunto de eixos muito claros e que tentam responder às diferentes dimensões deste universo. Acho que o desafio está a ser bem abraçado.
Há um que eu acho muito importante: a questão financeira. É o lado que continuo a achar mais frágil. Ao dia de hoje, é um bocadinho incompreensível a quantidade de capital de risco, de business angels e é evidente que este é um problema geral do país, que está todo ele descapitalizado – [que falta]. Não somos propriamente conhecidos por sermos uma economia com um empresariado muito pojante e capitalizada, mas ainda assim, mesmo sabendo isso, esperaria que houvesse mais gente desperta para este mundo e com mais vontade de investir.
Um dos desafios que encontro é ao nível do capital semente. Encontrar investimento já não é um problema para quem ganhou alguma tração. Pode fazê-lo junto da Caixa Capital Portugal Ventures, Faber Ventures, entre outras. O problema está na fase anterior.  
Acho que podemos estar a desperdiçar bom talento, boas ideias e boas pessoas por ausência de capital semente, de dinheiro que permita alavancar.
Porque se toda a gente fala da necessidade de haver tração, a pergunta que fica é: mas até conseguir essa tração, quem é que suporta os custos? Se não quisermos que o empreendedorismo seja uma realidade apenas para os afortunados desta vida – aqueles que consigam, por razões familiares ou pessoais, ter esses meios – não temos forma de acolher essa gente. E isso é um desafio que o país deve estar sensível para perceber. Não é o Estado.
É importante haver mais capital semente, mais capacidade de apoiar. Com esta ideia subjacente de que o falhanço faz parte e não é uma contingência do sucesso, é parte essencial e constitutiva do processo de empreender. Só empreende falhando. Mesmo aqueles que hoje são bem-sucedidos têm a honestidade de reconhecer que não foi à primeira. O importante é conseguir aprender com os falhanços e criar uma cultura que não penaliza quem falha. Quem investe quer ser remunerado, mas quem investe também tem de perceber que quando investe pouco e investe bem a probabilidade de ter um prémio que à sua espera é muito grande.
"Acho que o Governo está ciente, sensível e a pensar nisso: que é preciso criar um quadro fiscal que, de alguma maneira, ajude a estimular esse investimento aqui" 

Concorda com Rohan Silva, que disse que é preciso criar incentivos fiscais para os pequenos investidores? Resolvia-se desta forma?
Sem dúvida que ajudaria ter um sistema fiscal. Acho que o Governo está ciente, sensível e a pensar nisso: que é preciso criar um quadro fiscal que, de alguma maneira, ajude a estimular esse investimento aqui. A política fiscal serve para os países e os Estados sinalizarem as suas apostas e quando discriminam positivamente alguma coisa é porque entendem que há um racional de política pública que faz sentido. Ora, se toda a gente diz que isto é muito importante porque cria emprego, revitaliza o nosso tecido económico, permite internacionalizar mais depressa, permite crescer no domínio da inovação, acelerar processos de transferência de tecnologia e conhecimento para o mundo empresarial, aproximar o mundo mais moderno e inovador dos setores mais tradicionais da economia… Se tudo isto é verdade, então o fim da linha é o Estado conseguir criar todas as condições para que o sistema se desenvolva. E aí a política fiscal é obviamente importante.

E se tudo isto falhar?
Falhou. E não vai falhar. Porque, pelo meio, já há coisas que foram suficientemente bem-sucedidas para não haver retorno. Se tudo isto falhar, houve muita gente que não falhou, que cresceu, aprendeu, ganhou competências profissionais. Não consigo imaginar o que é esse cenário do falhanço coletivo, porque isto não tem um princípio e um fio. Tem um principio e um durante permanente. E é nesse durante que está a riqueza disto. É no processo. E, no processo, há gente que ganhou imensas competências, que conviveu com o que de mais dinâmico se faz no mundo da inovação, da ciência, da tecnologia. Admito um cenário em que podemos todos ficar com um sabor amargo face às expectativas que poderíamos ter. E, aí, não entremos, mais uma vez, naquela nossa característica de sermos bipolares. De passarmos da euforia à depressão com uma facilidade terrível.
Não há razão para andarmos eufóricos, porque isto não foi resultado de um acaso, foi resultado de trabalho. E quando se trabalha, não há razões para não se acreditar que não se fez as coisas bem, que os resultados não vão aparecer. É assim que vejo isto. Não foi um acaso e, se não foi um acaso, não há que temer. Não vale a pena ter euforia nem depressão. Vale a pena trabalharmos todos para a sustentabilidade, que é o desafio atual do ecossistema: sermos sustentáveis. E isso não significa que todos os projetos vão ser bem-sucedidos, que todos vão criar e encontrar em Portugal uma empresa igual às que fazem parte das marcas internacionais. Mas isso não significa falhanço, significa que estamos no bom caminho.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Empreendedor conhecido por pagar salário mínimo de 60 mil euros vem a Portugal


CEO da Gravity Payments vai participar na quinta edição da Go Youth Conference, evento dedicado ao empreendedorismo jovem.

Dan Price, o empreendedor que se tornou conhecido por pagar um salário mínimo de 70 mil dólares vai estar no próximo fim-de-semana em Lisboa. Price, CEO da Gravity Payments vai participar na quinta edição da Go Youth Conference, evento dedicado ao empreendedorismo jovem.
Entre os participantes na conferência estão nomes como o de Adam CHeyer, fundador da Siri (vendida à Apple), David Noel da Soundcloud e Kelsey Falter, co-fundadora e ceo da Poptip, empresa entretanto adquirida pela Palantir e que será uma das animadoras do evento.
A iniciativa - cujo objectivo é inspirar os jovens portugueses e ajudá-los a construírem o seu futuro profissional- conta ainda com a presença de grandes investidores internacionais.
Para além da conferência irão decorrer em paralelo sessões de ‘1 para 1’ (pitch the master) entre participantes e oradores. Este ano haverá ainda lugar a uma pequena feira denominada de ‘Portugal showcase’ onde estarão algumas das star-ups portuguesas a mostrar os seus produtos.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

'WebSummit é uma oportunidade mas não garante o futuro'

 

A Faber Ventures recebe, "semana sim, semana sim", investidores ou empreendedores internacionais que ponderam lançar um negócio a partir de Portugal, diz o administrador executivo da empresa, avisando que a WebSummit é uma oportunidade mas "não garante o futuro".


"Semana sim, semana sim, nos últimos seis meses tivemos alguém em Portugal a falar connosco sobre oportunidades de investir ou criar empresas em Portugal, muitas vezes questionando-nos se temos interesse em olhar para eventual oportunidade de investimento (conjunto). Isso é cada vez mais frequente e vai continuar a acontecer", contou o fundador e administrador executivo da Faber Ventures, Alexandre Barbosa, à agência Lusa.

Trata-se de investidores ou empreendedores de segunda geração "que vêm dos EUA, por exemplo, e estão a pensar se vão montar o seu negócio em Lisboa, em Amesterdão, em Londres ou em Berlim", ou "de empreendedores de vários países da Europa que equacionam montar a sua próxima empresa a partir de Lisboa ou ainda investidores que querem saber melhor o que se passa".

É assim que acontece sobretudo depois do anúncio da vinda daquele que é apontado como o mais mediático evento europeu de 'startups' (empresas em início de atividade) de Dublin para Portugal, a WebSummit, e dos sucessivos anúncios sobre as rondas de investimento levantadas por empresas portuguesas, como Uniplaces,Talkdesk, Veniam ou Outsystems.

Mas, se por um lado, Alexandre Barbosa considera que a vinda da WebSummit "é uma tremenda oportunidade", por outro deixa um alerta: "Não é só por um evento passar por um país que de forma espontânea e de repente as 'startups' ficam cheias de capital e a crescerem globalmente".

"Estes eventos são de facto uma oportunidade, mas a responsabilidade dos ecossistemas onde eles se instalam ou por onde passam é fazer tudo o resto além do evento. O potencial de Portugal, no domínio das 'startups' e da nova geração de empresas de base tecnológica, cruza-se com o WebSummit, mas não se limita ao WebSummit", sublinha.

Disse ainda que não basta "ter políticas de atração de investimento internacional", há também "que dotar os investidores portugueses de capacidade de investimento internacional para que também se possa atrair projetos e talento de fora para Portugal".

"E a prova disso é que a maior parte dos projetos em que investimos em Inglaterra acabaram por estender de alguma forma a sua operação a Portugal porque nós investimos lá", contou.
Alexandre Barbosa espera que o capital que o Governo já disse que vai estar disponível nos próximos meses no mercado português para apoio às 'startups' "venha com um mínimo de limitações, para que as 'startups' tenham condições de competir internacionalmente na atração dos melhores investidores americanos ou europeus nas suas rondas de crescimento".

O fundador da Faber Ventures admite que "muito já mudou", mas há ainda muito a fazer, ao nível da regulamentação do quadro laboral, estabilidade e simplificação fiscal, simplificação dos instrumentos de financiamento e incentivos a programas de apoio.

Os instrumentos jurídicos associados a este tipo de operações de capital ainda não estão otimizados ao ponto de ser fácil lidar com eles, "cabendo aos vários agentes de mercado colaborar para se evoluir nesse sentido", afirmou.

A reboque das iniciativas que estão a ser lançadas, Alexandre Barbosa sugere que parte delas podiam ser mais claramente orientadas para atrair algumas das principais 'cabeças' da nova geração de engenheiros e potenciais empreendedores de áreas de competência de enorme potencial futuro, como 'machine learning', inteligência artificial ou 'data science'.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Portugal não é amigo do empreendedorismo



O estudo da Amway 2015 revela que apenas 16% dos portugueses consideram a sociedade favorável ao ato de empreender. O país é penúltimo numa lista de 44.

Portugal continua a ser uma sociedade pouco favorável ao empreendedorismo. Num grupo de 44 países, pior mesmo só a Bulgária.
Apesar desta opinião, que prevalece como principal conclusão do  Estudo Global de Empreendedorismo da Amway 2015, mais de metade dos inquiridos (57%) tem uma atitude positiva perante o empreendedorismo e 39% imaginam-se mesmo a iniciar um negócio próprio. A nível mundial a percentagem é ligeiramente superior, com a média de 43% dos participantes a assumir que se imagina a criar o próprio negócio.
Que razões levam os portugueses a querer criar um negócio? As motivações mantêm-se idênticas às do ano passado: ser o próprio chefe (45%), regresso ao mercado de trabalho e auto-realização (ambas com 30%), obtenção de uma segunda fonte de rendimento (15%) e conciliação entre trabalho e família (13%).
Analisando as respostas dos outros países, a primeira posição é praticamente a mesma: ser chefe de si próprio, mas quanto ao segundo – regresso ao mercado de trabalho – Portugal foi o único país a indicar este motivo em 2º lugar.
O medo de fracassar continua a ser a razão para não se avançar com a criação de um negócio, com 70% dos participantes inquiridos a confirmarem este receio, um valor equiparado à média europeia e global. E este receio de falhar surge por diversas razões. Em Portugal, 46% dos participantes consideram a crise económico-financeira como o principal fator (46%), seguido dos encargos financeiros para lançar um negócio (38%) e ainda o medo de ficar desempregado, caso o negócio não tenha sucesso (25%).
"É complicado avançar com uma carreira empreendedora quando o ambiente não é positivo. Por essa razão é extremamente importante pensar em alternativas para alterar a situação e fazer com que a sociedade portuguesa apoie ainda mais e de forma mais clara os seus empreendedores, afirma Rui Baptista, professor catedrático e Presidente do Departamento de Engenharia e Gestão do Instituto Superior Técnico e assessor académico do Estudo Global de Empreendedorismo da Amway." Por Almerinda Romeira/OJE

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Comissão Europeia abre inscrições para a Bolsa de Empreendedorismo

Comissário europeu Carlos Moedas e ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, estão confirmados no evento de 9 de Maio. ‘Elevator Pitch’ revela os vencedores.


As inscrições para a Bolsa de empreendedorismo 2016 abrem esta quarta-feira, 13 de Abril. Um evento que a Representação da comissão europeia em Portugal organiza pela primeira vez.

Esta é a fase final de um programa que arrancou em Janeiro, com a abertura do concurso ‘Elevator Pitch’ – Ideias que marcam, e que reuniu 150 propostas de negócio. Após uma análise, a
Representação seleccionou 24 equipas que tiveram oportunidade de frequentar um ‘bootcamp’ e um conjunto de formações para um primeiro contacto com diversas ferramentas de gestão necessárias ao desenvolvimento das suas ideias de negócio.

Agora, chegou a hora de revelar os dois vencedores. E é o que vai acontecer no próximo dia 9 de Maio. O Museu Nacional de História Natural e da Ciência, em Lisboa, vai ser o palco de um evento – Bolsa de Empreendedorismo – que se divide em vários momentos: de manhã serão revelados os vencedores do concurso de ideias, numa conferência que conta com as intervenções de Carlos Moedas, Comissário Europeu, Manuel Caldeira Cabral, ministro da Economia, Pedro Duarte Guimarães, do Instituto de Propriedade Intelectual da União Europeia, Teresa Mendes, do Instituto Pedro Nunes, e Eduardo Maldonado, da Fundação para a ciência e Tecnologia; enquanto à tarde, a Bolsa de Empreendedorismo proporcionará quatro estações de ‘workshops’. No total, são 16 sessões de 50 minutos cada, que decorrem em simultâneo em quatro salas, sobre os temas “Arranque”, “Business”, “Capitalizar” e “Desenvolver”. Todas as sessões serão ministradas por profissionais experientes nas várias áreas.

A Bolsa de Empreendedorismo 2016 não é apenas uma conferência. Tem como objectivo ser um espaço de empreendedorismo para reunir os agentes envolvidos na criação e desenvolvimento de negócios. É por isso que terá, também, uma área de exposição, com cerca de 20 stands de instituições financeiras, apoio ao empreendedorismo e fomento à inovação.